Hoje,26 de maio de 2022

O Facebook vai tornar público os dados excluídos do seu mural?

A resposta é não. E também não adianta publicar a mensagem “eu não autorizo” no seu Facebook.

Hoje você também publicou no mural do seu Facebook que não permitia que a companhia compartilhasse as imagens, mensagens e dados excluídos de sua página? Se sim, você precisa ler isso: mentiram para você.

Aos mais inflamados adeptos da teoria conspiratória, porém, um aviso: o Facebook não tem planos mirabolantes com as suas mensagens, nudes ou quaisquer outras coisas excluídas da sua página.
“Temos políticas de dados e privacidade claras que dizem que tudo o que uma pessoa publica no Facebook é de propriedade dela e só ela é quem pode determinar os níveis de privacidade de suas publicações e informações na plataforma”, afirmou um porta-voz da companhia ao blog #VirouViral.

De acordo com o diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) e professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Carlos Affonso, ao engrenar em qualquer rede social, as pessoas concordam com os termos de uso – e qualquer coisa que publicarem em seus murais não possui validade sobre o contrato.
“O texto publicado no mural, dizendo ‘não autorizo’, não tem nenhum efeito sobre o contrato. Nos Termos de Uso, o usuário vai encontrar as referências em que a companhia diz que aquilo que é postado pelo usuário, é de escolha exclusiva dele identificar com quem quer compartilhar. Não existe nada nos termos de uso que prevê que o Facebook tenha a possibilidade de repostar um conteúdo que um usuário tenha decidido excluir”, afirma o especialista ao #VirouViral.
Mas por que as pessoas criam essas mensagens e espalham nas redes?
É uma ótima pergunta – e, em parte não conseguimos respondê-la, já que é bem difícil compreender os motivos que levam alguém a inventar uma mentira e espalhar aos quatro ventos. MAS podemos explicar parte do questionamento: a corrente é mais uma mostra do desconhecimento das pessoas sobre os termos de uso e as políticas de privacidade das redes que usam.
“Essa corrente dos direitos aparece sempre e nos traz um sinal de alerta, pois significa que as pessoas não estão lendo os termos de uso e políticas de privacidade – e precisam fazer isso urgentemente. As pessoas, afoitas para entrar na rede, simplesmente baixam o aplicativo e quando chegam os Termos de Uso, elas só clicam no ‘eu aceito’. Isso as deixa mais suscetíveis a acreditar nessas correntes”, diz Affonso.
“O mais curioso é que cada vez mais nossa vida passa por aquilo que postamos na rede social e as pessoas simplesmente não sabem as regras desse ambiente importante para a vida delas”, afirma.
Quer mesmo se proteger?
O Facebook possui mecanismos para que as pessoas estejam seguras na plataforma por meio de ferramentas como a Central de Segurança e a página com Noções Básicas de Privacidade. Na Central de Ajuda do Facebook é possível encontrar os detalhes de como configurar a privacidade na plataforma.
Uma enxurrada de usuários publicou a seguinte mensagem no Facebook hoje:
Por Marina Rappa, da VEJA
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